Como estar preparado para uma entrevista com os media?

 

A primeira regra a ter em conta numa entrevista com os media é que o jornalista não é a minha audiência, é apenas o intermediário. O jornalista representa nada mais do que uma ponte que nos leva ao nosso público, a quem queremos comunicar a nossa mensagem.

Quando comunicamos com os media existem tipicamente 4 tipos de mensagem que devemos considerar:

  • O facto / Resultado;
  • O problema / Solução;
  • A call-to-action;
  • Os benefícios;


O facto e o seu resultado

  • O meu carro avariou por isso me atrasei; se o carro não avariasse eu chegaria a horas.
  • Eu fiquei doente, por isso não trabalhei durante um mês; se eu não tivesse estado doente não teria ficado sem trabalhar.
  • Um muro caiu, por isso a estrada estava cortada; se não tivesse caído tudo estava funcionando normal.

Ou seja, uma coisa é resultado da outra ter acontecido.

 

one thing leads to another

Um facto é o resultado de uma outra coisa ter acontecido, ou seja, o que despoletou a sua existência.

 

O Problema/Solução

Quando um problema primeiro é relatado e depois a sua solução é apresentada de seguida.

  • Existem muitos acidentes na estrada, deviamos fazer mais campanhas de sensibilização;
  • A depressão está a aumentar em Portugal, só investindo em campanhas e serviços de apoio, poderemos controlar os números;
  • A obesidade infantil é uma dura realidade, vamos fazer atividades de promoção da alimentação saudável;
  • O comércio local foi muito afetado com a pandemia, vamos reinventar-nos fazendo mais publicidade e campanhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A call-to-action

Isto acontece quando é pedida uma ação ou intervenção ao público audiente. Essa intervenção pedida vem sempre justicada à frente com as vantagens que esse ato tem. No fundo, com a call-to-action estamos a envolver a nossa audiência com o nosso discurso, apesar de por vezes por si só a entrevista nos guiar a ver/fazer algumas coisas. Quantos de nós já não visitamos uma página na internet depois de ouvirmos falar dela numa entrevista? Quantos já não fomos ver as caraterísticas daquele carro que apareceu nas notícias? A diferença é que numa call-to-action nós sabemos imediatamente quais as vantagens ou consequências de fazermos o que nos estão a pedir.

  • Votem no partido Portugal45 para uma redução da taxa de IRS;
  • Sigam a Disruptive Media Training no Facebook e Instagram para novos updates sobre media training e public speaking;
  • Visitem o Zoo de Lisboa e participem na campanha para angarição de fundos para a proteção do lince ibérico;

 

action

 

Os beneficios

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ponderar

 

 

 

 

E naqueles casos em que as perguntas do jornalista apresentam falsas escolhas?

É verdade, numa entrevista  podemos ver-nos perante o desafio de termos de responder a uma pergunta “esta ou aquela” que não tem necessariamente uma resposta correta. Como tal, não teremos de responder de forma linear a essa questão.

Devemos demonstrar que aquela pergunta é fechada e não nos permite fazer a nossa verdadeira escolha, pois nenhuma das hipóteses se aplica ao caso. Imaginem que o jornalista pergunta algo que vos faz decidir entre felicidade ou saúde por exemplo. Neste caso posso desviar a resposta para algo como:

  • ”Pedir-me para escolher entre estes dois é como pedir-me para escolher entre ar e água. Ambos são necessários para viver, e espero nunca ter de fazer tal escolha na minha vida”.

Imaginem que o jornalista pergunta se preferimos não ouvir ou não ver, ou se nos pergunta se preferimos nunca mais beber ou nunca mais comer. São perguntas que não podem ter uma resposta assertiva, pois todos os pontos são essenciais e não podemos saber qual abdicariamos.

 

Outro ponto importante a considerar é a questão da concorrência. Este pode ser um tema sensível pelo que posso não querer fazer comentários sobre isso e apenas responder que deixamos a outra empresa, que oferece serviços semelhantes aos nossos, falar por si. O nosso objetivo não é dizer o que as outras empresas fazem de mal, mas sim dizer aquilo que nós fazemos de bem e de melhor.

De seguida enumeramos uma série de pontos positivos associados à nossa empresa. Isto transmite uma boa imagem nossa enquanto empresários e pessoas, pois não precisamos de inferiorizar os outros negócios ou pessoas para superiorizarmos o nosso. Deixamos o trabalho falar por si. 

 

superação

Sem nunca esquecer o nosso valor devemo ter a humildade de não nos superiorizarmos em relação a algo ou alguém.

Para finalizar, devemos ter em conta que, no final da entrevista, se adicionarmos alguma informação, esta deve ser apenas uma repetição da mensagem anterior e não devemos como tal adicionar novas informações para não corrermos o risco de, como já estamos no apontamento final, a passagem da informação ficar interrompida.

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